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O pai na gestação, parto e pós-parto: sexualidade

10 de maio de 2016 por Priscilla Silva Machado Saúde Gestação 0 3K
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No último texto falávamos sobre as diferenças entre o que acontece com a mulher ao descobrir que está grávida e como isso acontece com o homem. Terminávamos falando sobre a vida sexual do casal (leia aqui).

Sexo durante a gestação? Sim! Pode e deve haver vida sexual na gravidez! A grande maioria das gestantes não precisa de restrição à atividade sexual, exceto em casos específicos sob recomendação médica. Muitas vezes a restrição está em nossas cabeças… Pelo medo de machucar o bebê, seja por dificuldades de internalizar o novo papel de mãe junto com o de mulher, e pelo lado do pai, às vezes um respeito quase religioso à sacralidade da gravidez, até uma confusão com a imagem da própria mãe.

Situações psicológicas mais complexas podem requerer apoio profissional além das conversas de casal e os psicólogos e terapeutas estão aí para nos ajudar!

Sobre o medo de machucar o bebê (essa é campeã de desculpas no consultório!), vamos esclarecer só para não ficar nem uma duvidazinha: o bebê fica lá dentro do útero, protegidinho por membranas da placenta e imerso em líquido amniótico que além de outras funções, absorve impacto! E ainda tem um colo uterino de distância entre o bebê e a vagina da mamãe! Em casos de dilatação precoce do colo uterino, o/a obstetra pode recomendar repouso de atividade sexual, mas aí é exceção, longe de ser regra.

Responsabilidade

É preciso também entregar aos companheiros-pai a responsabilidade de seu “cargo”. Isso porque além de “mãezinha”, também existe “paizinho”. No mesmo contexto infantilizante e passivo possível. Muitos pais se colocam nesse lugar de não precisar nem querer fazer nada além de esperar que suas mulheres continuem suas funções: elas gestam, elas se responsabilizam pelas rotinas de saúde da gravidez, elas escolhem ou aceitam o tipo de parto sugerido, elas têm o bebê, elas amamentam, elas acordam de madrugada, elas cuidam da cria e eles, ficam lá de “paizinho”, sentados calados ao seu lado nas consultas, tirando fotos no nascimento e “ajudando” nos cuidados de vez em quando.

Pai (sem “inho”) é aquele companheiro da mulher gestante, que sem sentir no seu corpo as mudanças da gravidez, pode até demorar a sentir de verdade a chegada do filho (ok, concordo que a abstração da ideia de filho só de ver e encostar em uma barriga grande pode ser demais para muitos…), mas compreende a gestação como uma importante etapa de vida e deseja fazer parte ativamente desse momento, buscando informações para compartilhar decisões e escolhas embasadas em informações seguras com sua mulher.

Sim! Também existem homens empoderados! E não estamos falando de machismo ou de autoritarismo, mas do protagonismo resultante do poder da informação de qualidade para a escolha consciente do que é melhor para a mulher, para o bebê e para a família, em um clima de respeito, compartilhamento, parceria.
Sobre esse ‘empoderamento’ do pai, falaremos no próximo texto. Até lá!

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